O início da investigação
O influenciador digital João da Silva foi preso na manhã desta terça-feira, 15 de junho de 2026, em São Paulo, durante a Operação Like Real, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação aponta que ele fazia parte de uma organização criminosa que usava contas falsas para alavancar likes e seguidores, vendendo pacotes de engajamento para empresas e políticos.
Como funcionava o esquema
Segundo as autoridades, o grupo utilizava robôs e perfis automatizados para gerar interações em plataformas como Instagram e TikTok. O influenciador, conhecido por vídeos de lifestyle e ostentação, teria recebido mais de R$ 10 milhões para promover marcas usando esses perfis fraudulentos. A lavagem do dinheiro era feita por meio de empresas de fachada e criptomoedas.
Defesa alega inocência
A defesa de João da Silva afirma que ele é inocente e que as movimentações financeiras são legítimas. Em nota, os advogados disseram que o influenciador sempre agiu conforme a lei e que as acusações são infundadas. O caso corre em segredo de justiça, e a prisão preventiva foi decretada para evitar a destruição de provas.
Repercussão nas redes
Após a notícia, o nome do influenciador ficou entre os assuntos mais comentados. Fãs e críticos se dividem: enquanto alguns apoiam, outros comemoram a ação da polícia. Especialistas em direito digital alertam que casos assim podem se tornar mais frequentes, destacando a necessidade de regulamentação do marketing de influência.
Próximos passos
A Polícia Federal continua analisando os materiais apreendidos, incluindo celulares, computadores e documentos. O influenciador segue detido e pode ser indiciado por lavagem de dinheiro, associação criminosa e fraude digital, com penas que podem chegar a 15 anos de prisão.