Em 2026, a linha entre Hollywood, música, moda e negócios tornou-se irreconhecível. Celebridades não são mais apenas rostos bonitos; são impérios ambulantes. A atriz e empresária Gisele Bündchen, que já dominou as passarelas, agora comanda um conglomerado de bem-estar avaliado em bilhões. Sua transição surpreendeu o mercado, mas para ela, é uma progressão natural: ‘Sempre fui movida por propósito, não apenas por holofotes’, disse em uma conferência recente.
A tendência é corroborada por números. A Fortune 500 viu um aumento de 30% em empresas fundadas ou presididas por celebridades desde 2024, segundo a consultoria BrandWatch. Este fenômeno, apelidado de ‘C-Level Glam’, atrai tanto admiração quanto ceticismo. Críticos apontam para a falta de experiência, enquanto defensores destacam a capacidade única dessas personalidades de gerar engajamento e capital inicial.
Um caso emblemático é o do músico e filantropo Pharrell Williams, que além de hits, acumula cadeiras em conselhos de startups de tecnologia sustentável. ‘Ele não apenas empresta seu nome; ele entende de código e logística’, revela um investidor anônimo do Vale do Silício. Da mesma forma, a atriz Priyanka Chopra Jonas, conhecida por seus papéis em Bollywood e Hollywood, tornou-se uma voz influente em investimentos de impacto social, fundando um fundo de apoio a empreendedores na Índia.
O último ano também viu a consolidação de casais poderosos, como os influenciadores Bella e Jack, que transformaram seu canal de estilo de vida em uma marca de moda sustentável, com vendas superiores a 100 milhões de dólares. Eles representam uma nova geração que economiza, mas também gera empregos. No entanto, a fama tem seu preço: a pressão por constante inovação e a exposição pública levaram a um aumento de pausas na carreira e debates sobre saúde mental. ‘O público quer mais do que um rosto; quer uma história de sucesso real’, opina a socióloga Dra. Helena Souza, da USP.
Para o futuro, especialistas preveem que a próxima fronteira é a inteligência artificial. Celebridades estão lançando avatares digitais para engajar fãs enquanto gerenciam seus negócios. A pioneira é a cantora Rosalía, que recentemente lançou um ‘gêmeo virtual’ capaz de responder a interações em tempo real. ‘É uma forma de estar presente em todos os lugares ao mesmo tempo’, explica a artista. Enquanto isso, o público assiste, consome e investe, questionando: o que realmente define uma celebridade na era da multitarefa?