O fenômeno de celebridades desfilando para grifes de luxo não é novo, mas em 2026 atingiu um novo patamar. Enquanto Bella Hadid brilhou na coleção de verão da Balenciaga, Neymar fez sua estreia como modelo para a Dolce & Gabbana, gerando debates acalorados entre fashionistas e críticos.
O Lado do Glamour
Marcas como Versace e Chanel apostam pesado em rostos conhecidos para atrair a Geração Z. A influencer Camila Coelho, presente no evento de abertura da Milan Fashion Week, declarou: ‘Ver meus ídolos na passarela me faz querer comprar tudo’. A estratégia tem impulsionado as vendas: a coleção de Louis Vuitton com Anitta esgotou em 48 horas.
Críticas e Resistência
Por outro lado, designers independentes, como João Pimenta, criticam a ‘espetacularização’ das passarelas. ‘Um desfile virou um show de celebridades, não de moda’, disse ele ao jornal O Globo. Dados da consultoria McKinsey apontam que 68% dos consumidores acham que a presença de famosos desvia a atenção das roupas.
O ‘Roteiro das Estrelas’ já está definido: além de Neymar e Bella, a cantora Pabllo Vittar desfilará para a Mugler em setembro, e o ator Selton Mello é cotado para a grife Cavalera. O que era exceção virou regra, e a pergunta que fica é: até onde a moda vai se render ao culto aos famosos?