Mobilização sem precedentes
Mais de 10 mil atores se reuniram em Los Angeles na última segunda-feira para iniciar uma greve que promete paralisar a indústria cinematográfica. Liderados pelo sindicato SAG-AFTRA, os profissionais exigem contratos justos, participação nos lucros de streaming e proteção contra o uso de inteligência artificial em suas performances.
Principais reivindicações
Entre as demandas, destaca-se o aumento do salário mínimo para produções de baixo orçamento e a criação de um fundo de saúde mais robusto. Além disso, os atores querem limites claros para o uso de tecnologia que recrie digitalmente suas imagens e vozes sem consentimento ou compensação.
Impacto imediato
Diversas produções de alto perfil, como as séries ‘Stranger Things’ e ‘The Last of Us’, já suspenderam as filmagens. Estúdios como Netflix, Disney e Warner Bros. expressaram preocupação com os prejuízos, mas afirmam estar abertos ao diálogo. Enquanto isso, grandes nomes como Meryl Streep, Leonardo DiCaprio e Jennifer Lawrence se juntaram aos piquetes, dando visibilidade internacional ao movimento.
Reações e próximos passos
O presidente do SAG-AFTRA, Fran Drescher, declarou: ‘Esta é uma luta pela dignidade e sobrevivência da nossa profissão’. Já a Alliance of Motion Picture and Television Producers (AMPTP) convocou novas negociações para a próxima semana. Até lá, a greve continua, com atores mantendo passeatas e eventos de arrecadação de fundos para apoiar os colegas em dificuldades financeiras.