Atores param produções nos EUA
Milhares de atores da SAG-AFTRA cruzaram os braços nesta segunda-feira, interrompendo filmagens de blockbusters e séries de streaming. A greve, a maior desde 1980, exige melhores salários residuais do streaming e proteção contra o uso de inteligência artificial.
Impacto nas bilheterias globais
Estúdios como Disney, Warner Bros. e Netflix já relatam atrasos em lançamentos previstos para 2026. A paralisação afeta desde produções menores até franquias bilionárias, como a Marvel Studios e Star Wars. A expectativa é de perdas superiores a US$ 2 bilhões por mês.
Negociações em impasse
As negociações se arrastam há três semanas, com a SAG-AFTRA rejeitando a proposta dos estúdios sobre contratos de IA. Atores como Meryl Streep e Leonardo DiCaprio lideram piquetes em Los Angeles e Nova York. O sindicato afirma que a tecnologia pode substituir milhares de profissionais.
Streaming sob pressão
A greve expõe a tensão entre atores consagrados e as plataformas de streaming, que reduzem pagamentos residuais. Até a Netflix, maior do setor, viu suas ações caírem 3% no pregão de hoje. Séries aguardadas, como a quinta temporada de Stranger Things, podem ser adiadas.
Enquanto isso, o Screen Actors Guild (SAG) convocou assembleias para discutir novas cláusulas contratuais. O governo americano acompanha o impasse, mas evita mediação direta.