Uma pesquisa global realizada pela consultoria McKinsey & Company revelou que 42% dos profissionais com alto potencial são ignorados pelos processos seletivos tradicionais. O estudo, que ouviu 10 mil trabalhadores de 15 países, aponta que habilidades como criatividade, resolução de problemas e inteligência emocional são frequentemente subestimadas em currículos padronizados.
A startup brasileira Talentos Ocultos, fundada por Ana Silva, desenvolveu uma inteligência artificial que analisa trajetórias profissionais não lineares para identificar talentos. “Nossa ferramenta já ajudou 300 empresas, como Magazine Luiza e Nubank, a encontrar profissionais que seriam descartados por filtros tradicionais”, afirma Silva.
O evento Talent Summit 2026, que ocorrerá em São Paulo no próximo mês, reunirá especialistas como o psicólogo organizacional Robert Smith para debater novas formas de recrutamento. “O futuro é baseado em competências, não em diplomas”, defende Smith.
Além disso, a plataforma LinkedIn anunciou uma parceria com a Universidade Harvard para criar um selo de “talento verificável” baseado em projetos reais. A iniciativa já conta com a adesão de gigantes como Google e Microsoft.
Para o professor da FGV, Carlos Mendes, a mudança é urgente: “O Brasil perde R$ 200 bilhões por ano com talentos desperdiçados. Precisamos de políticas públicas que incentivem a diversidade de perfis.”