O influenciador digital Lucas Almeida, conhecido por seus vídeos de lifestyle e moda, tornou-se o centro das atenções durante a São Paulo Fashion Week (SPFW) na última terça-feira. Em um bate-papo descontraído com a imprensa, ele fez declarações que geraram imediata reação negativa nas redes sociais.
Durante a conversa, Almeida minimizou a importância da moda sustentável, afirmando que ‘as pessoas se importam mais com o estilo do que com o meio ambiente’. A fala foi rapidamente criticada por ativistas e colegas de profissão, que apontaram a falta de responsabilidade social do influenciador.
A hashtag #ForaLucas chegou a ficar entre os trending topics do Twitter por várias horas, com milhares de internautas pedindo boicote às suas parcerias comerciais. Marcas como Renner e C&A, que já trabalharam com o influenciador, emitiram notas de repúdio e afirmaram que reavaliarão futuras colaborações.
Em resposta, Lucas publicou um vídeo em seu canal no YouTube pedindo desculpas e afirmando que suas palavras foram mal interpretadas. ‘Eu me expressei mal. Acredito na moda sustentável e vou me dedicar a aprender mais sobre o assunto’, disse ele aos prantos.
Especialistas em marketing digital avaliam que o episódio pode impactar significativamente a carreira do influenciador, que possui mais de 10 milhões de seguidores no Instagram. ‘A geração Z é muito sensível a questões ambientais e sociais, e erros como esse podem ser fatais para a credibilidade de um influenciador’, comenta a analista de tendências Mariana Costa.
A SPFW, que sempre teve a sustentabilidade como um de seus pilares, também se manifestou. Em nota oficial, a organização afirmou que ‘a visão do influenciador não reflete a postura do evento’ e que ‘continuará promovendo discussões construtivas sobre o futuro da moda’.
Este não é o primeiro episódio polêmico envolvendo influenciadores e sustentabilidade. No ano passado, a Marina Ruy Barbosa também foi criticada por promover marcas de fast fashion. A discussão, portanto, parece longe de terminar.