Mobilização histórica
Milhares de atores em todo o mundo aderiram a uma greve sem precedentes, iniciada na última segunda-feira. A paralisação, coordenada por sindicatos internacionais, é a maior desde a greve dos roteiristas em 2023 e já afeta dezenas de produções de cinema e TV. Os artistas exigem reajustes salariais, melhores condições de trabalho e, principalmente, regulamentação do uso de inteligência artificial na indústria.
Principais demandas
Entre as reivindicações, destacam-se o aumento de 15% nos cachês mínimos e o estabelecimento de contratos que impeçam a replicação da imagem e voz dos atores via IA sem autorização prévia e compensação financeira. “Não podemos permitir que nossa arte seja reduzida a algoritmos”, declarou uma porta-voz do sindicato.
Impacto imediato
Estúdios como a Netflix e a Disney já anunciaram pausas em filmagens no Brasil e no exterior. A novela “Caminhos do Destino” teve sua estreia adiada, e pelo menos cinco filmes em produção tiveram os cronogramas suspensos. O setor de entretenimento projeta perdas de bilhões de dólares caso a greve se estenda.
Negociações em andamento
Enquanto isso, mesas de negociação tentam um acordo. A Associação dos Produtores de Cinema ofereceu aumento de 8% e proposta limitada sobre IA, considerada insuficiente pelos atores. Não há previsão para o término da paralisação.